Como os fabricantes de cerâmicas definem seus padrões de cor junto aos fornecedores de matérias primas


Cada produto fabricado passa por múltiplos processos durante sua produção, e no caso das cerâmicas isso não é diferente. A fabricação de cerâmicas envolve matérias-primas como argila, sílica, quartzo, feldspato ou zircônio. As altas temperaturas dos fornos tornam esses sólidos não metálicos; também conhecidos como cerâmicas; mais duros, mais densos e menos porosos. Este processo resulta em uma cerâmica adequada para uso interno e ou externo. Antes do início desse processo, os fornecedores de matérias-primas adquirem materiais como por exemplo, argilas com impurezas.

A obtenção da matéria-prima utilizada no processo de criação de cerâmica acontece de duas formas. A maneira tradicional de obtenção desses materiais é através da mineração de depósitos naturais no solo. A abordagem mais “moderna” usa uma fusão química que produz pós de “ultra-pureza”.

Os fabricantes de cerâmica trabalham com seus fornecedores para garantir que as matérias-primas atendam à rigorosas especificações. Os fabricantes estabelecem padrões e notas de qualidade para seus fornecedores com a utilização de instrumentos de medição que usam espaços de cor, como por exemplo, o CIE L*a*b*. Fazer medições de cores precisas é fundamental tanto para o fabricante quanto para o fornecedor, uma vez que os preços das matérias-primas são definidos com base na classificação de suas cores.

Determinar a qualidade requer a criação de bisques cerâmicos a partir das amostras de matéria-prima. Os bisques são então analisados fisicamente no laboratório e classificados de acordo com seus valores de tonalidade e luminosidade utilizando-se o espaço de cor L*a*b*. A tonalidade é um dos principais indicadores utilizados na classificação da qualidade da cerâmica. A diferença de nuance de cor na produção de cerâmicas é inevitável, sendo que quase todas as cerâmicas têm algum grau de variação de cor. A utilização de sistemas de classificação de nuances de cor para separar as tonalidades em diferentes grupos, pode ajudar a resolver os problemas causados por essas variações. Para tanto, utiliza-se o valor L*a*b* do padrão, para se desenvolver um sistema de agrupamento e classificação de nuances de cor com o qual as amostras são medidas e então agrupadas, evitando-se assim, o assentamento lado a lado de peças com variações significativas de tonalidade.

O espectrofotômetro CM-26dG da Konica Minolta Sensing, pode medir cerâmicas determinando seus valores L*a*b*. Com altíssima repetibilidade, ∆E*ab 0.04 e excelente correlação inter instrumental ∆E*ab <0.12 (média de 12 cerâmicas BCRA), o espectrofotômetro CM-26dG assegura que os resultados das medições se mantenham constantes mesmo com a utilização de múltiplas unidades.

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